Decorreram esta semana os estágios Ciência Viva no Laboratório acolhidos pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC). Os estágios, promovidos numa base anual pela Ciência Viva, receberam nove alunas do ensino básico e secundário de diversas escolas da região centro (Coimbra, Leiria, Aveiro, Cantanhede e Condeixa-a-Nova).
Esta edição assinala o 30.º aniversário da criação da Ciência Viva, bem como do programa de estágios há três décadas promovido pela entidade. Em entrevista, Ivone Fachada, que integra a direção da Ciência Viva, explica a importância deste programa na afirmação que a ciência viveu na década de 1990 em Portugal, com muitos estudantes a terem a oportunidade de experienciar estes estágios ao longo dos anos. Segundo Ivone Fachada, a melhor forma de compreender a ciência é “colocando as mãos na massa”, como vai ser o caso de 700 alunos, a nível nacional, que neste verão terão essa oportunidade.
Os estágios no CNC-UC tiveram início no dia 13 de julho com uma sessão de abertura no RÓMULO - Centro Ciência Viva da UC. A sessão foi aberta pela coordenadora do Gabinete de Comunicação de Ciência (GCC) do CNC-UC, Sara Amaral. A sessão contou também com a intervenção da cocoordenadora dos estágios e colaboradora do GCC, Mariana Ricardo, e da ilustradora e investigadora em formação do grupo Biologia da Sinapse do CNC-UC, Luísa Amado. Estiveram ainda na sessão duas investigadoras, Raquel Esteves e Ana Rita Álvaro, que orientaram alguns dos estágios.
Sara Amaral destaca o envolvimento do CNC-UC no programa Ciência Viva no Laboratório há mais de 20 anos. Para a coordenadora do GCC do CNC-UC, ao longo de uma semana, estes estágios oferecem aos estudantes a possibilidade de vivenciar o quotidiano de um cientista, cumprindo o objetivo de “criar ligação com a ciência e aproximar os jovens de uma carreira científica".
O estágio Laboratório Fora da Caixa, na área da Comunicação de Ciência, decorre há cinco anos por ser uma prioridade do centro aproximar a sociedade da ciência e comunicar o que é o programa. A coordenadora do GCC realça também as ideias e perspetivas do público jovem e salienta a diversidade de áreas disponíveis.
Os estágios têm estado a corresponder às expectativas, garantem as alunas estagiárias. No estágio “Será que a Doença de Parkinson começa no intestino?”, orientado pelo grupo Eixo Intestino-Cérebro, as alunas Francisca Garcia e Maria Morgado referem ter gostado de experimentar a técnica laboratorial imunocitoquímica (que consiste em administrar anticorpos nas células e obter um efeito fluorescente devido à junção das células com a proteína).
No estagio “As células também envelhecem?! Vem ver como!”, as estagiárias Mell Navarro e Beatriz Costa partilham a mesma opinião quanto à parte favorita do programa: a técnica western blot, uma técnica laboratorial que se fundamenta na divisão de proteínas consoante os respetivos pesos.
Esta edição da Ciência Viva no Laboratório no CNC-UC termina no dia 17 de julho, numa sessão de encerramento que reúne todas as estagiárias e integra as apresentações dos projetos realizados para dar a conhecer às colegas e aos orientadores presentes o trabalho feito durante esta 30.ª edição.
Matilde Morgado & Sofia Santos (estagiárias do programa Ciência Viva no Laboratório no CNC-UC 2026) com apoio de Inês Silva e Mariana Ricardo